terça-feira, 7 de junho de 2011

"Não tenho pudor em ultrapassar o limite do ridículo para fazer rir", diz Cleo Pires, protagonista de "Qualquer Gato Vira-Lata"

Malvino Salvador e Cléo Pires em cena do filme Qualquer Gato Vira-Lata
“As mulheres parecem estar condicionadas a ter um relacionamento amoroso. É quase inconsciente”, diz Cleo Pires ao defender Tati, sua personagem na comédia “Qualquer Gato Vira-Lata”, que estreia no país nesta sexta-feira.
A protagonista é uma garota que começa apaixonada por um rapaz imaturo, vivido por Dudu Azevedo, e passa por uma grande transformação, com a ajuda de um professor universitário, interpretado por Malvino Salvador.
“O que mais me interessou na personagem foi a transformação dela. Ela acaba o filme completamente diferente daquele começo, quando é insegura, histérica”, disse Cleo ao UOL Cinema.
Ela ressalta que deu muitos palpites no roteiro, baseado na peça de Juca de Oliveira. “Foi um processo de criação aberto aos atores. Isso ajudou a gente acreditar nos personagens, porque na comédia é necessário um processo de autocrítica bem grande”.

“Às vezes, nas filmagens, as caras, as bocas, tudo parecia meio ridículo. Quando a gente vê no filme pronto, percebe que é bem engraçado. Por isso que não tenho pudor em ultrapassar o limite do ridículo para fazer rir”. No filme, Cleo não mede esforços para cumprir sua missão cômica: gritando, sapateando e bancando a apaixonada.
Ela acredita que, em “Qualquer Gato Vira-Lata”, há um processo de “abrasileiramento” das comédias românticas de Hollywood. “Não faz muito tempo que o nosso cinema tem dado espaço para filmes de diversão e entretenimento”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário