Nos últimos tempos, personagens meigas e boazinhas foram frequentes na carreira de Carol Castro. Ao contrário do início da carreira, marcada por papéis sensuais e maliciosos, como a sedutora Gracinha de "Mulheres Apaixonadas", sua estreia na tevê em 2003.
No ar como a doce Natália de "Morde & Assopra", ela torce para ver a personagem com um pouco mais de astúcia. É que na trama de Walcyr Carrasco, ela interpreta uma jovem que padece nas mãos da sogra, interpretada por Jandira Martini. "Quando gravo as cenas da Natália com a Salomé, fico imaginando qual será o desfecho. Quando ou se ela vai reagir. Penso: 'ah, se fosse comigo', conta, substituindo o constante sorriso e jeito bem-humorado por uma feição brava.
Na história, Natália é casada com Marcos, vivido por Sérgio Marone, e passa por "poucas e boas" com as armações da "jararaca" Salomé. Apesar do sofrimento nítido da mocinha, as situações provocadas pela sogra chegam a ser engraçadas.
Para Carol, transitar pelo humor com um papel dramático é um dos pontos mais complexos do trabalho. "É também o que deixa a personagem rica. Quanto maior o desafio, maior a motivação para fazer um bom trabalho", destaca ela, que tenta encontrar o tom ideal para Natália com uma interpretação realista. "É uma tragicomédia. Mas da parte da Natália, não tem piada. É chororô mesmo", analisa.
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