quinta-feira, 10 de março de 2011

Fita cassete resiste como fetiche de colecionadores



Paulo Sokol, proprietário da Engenharia do Vinil, exibe fitas da Legião Urbana em sua loja, em São Paulo

A pesquisa foi difícil, mas o resultado impressiona: o site de compras Amazon.com oferece fitas cassete novas, ainda embaladas em plástico, de mais de 2.600 títulos de pop e rock.
Sim, as fitas cassete originais, com a capinha do disco, aquelas que muita gente considerava extintas.
Além dessas, novidades chegam ao mercado. Os próximos lançamentos de Pearl Jam e Foo Fighters também virão nesse formato.
Depois da "volta do vinil", surpreende ver que o pop pode ser ainda mais retrô. Os fãs desejam as fitas como se fossem camisetas ou qualquer item de colecionador.
A Amazon sabe disso, e seu departamento de estratégia coloca preços bem diferenciados para esses consumidores.
Assim, uma fita nova de Whitney Houston é vendida a menos de R$ 4, mas um exemplar ainda lacrado em plástico de "OK Computer" (1997), do badalado Radiohead, custa cerca de R$ 56.
O produto mais caro da loja em formato de fitas é o box "The Beatles", com todos os álbuns originais do quarteto e mais dois cassetes bônus. Custa cerca de R$ 1.600.
Dependendo da fita, mesmo usada ela pode valer muito. Há dois meses, um site americano de leilões vendeu um cassete do projeto USA for Africa, o "We Are the World", por cerca de R$ 330.
TAMBÉM NO BRASIL
Essa valorização de raridades ainda não chegou com força ao Brasil, mas o mercado de fitas já ressuscita. Paulo Sokol, 38, abriu em 2008 a loja Engenharia do Vinil, no centro de São Paulo.
Apesar do nome, desde o início ele dedica espaço aos cassetes. Embora outras lojas de álbuns usados também exibam algumas fitas à venda, é nessa que elas ocupam toda uma parede.

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