segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aluguel em Olinda tem cota de cerveja e 'mansão' que abriga até 100 pessoas

Casa em Olinda (PE) com placa de 'aluga-se'; cidade recebe grupos de turistas de diversas partes do Brasil durante o Carnaval (04/02/2011)

Além das pousadas e hotéis, diversas casas do centro histórico de Olinda abrem suas portas para receber turistas. Há basicamente duas opções para os que se interessam em passar o Carnaval na Cidade Alta: fechar um grupo grande e dividir o valor do aluguel ou procurar uma vaga em casas organizadas especialmente para receber quem faz questão de passar todos os dias de festa no foco da animação.
Lucas Cole organiza casas para grandes grupos há sete anos. “Comecei organizando para os amigos aqui mesmo do Recife, mas com o tempo a procura cresceu e hoje tenho contatos de turistas de todo o Brasil”. Ele receberá em 2011 pessoas de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza e Belém, distribuídas em duas casas.
Os casarios organizados por Cole dispõem de segurança e limpeza 24 horas, além de uma cota de 25 latas diárias de cerveja. “Uma das casas terá crachá com o nome e foto dos foliões, mas depois de muito tempo organizando as casas percebi que regras como quartos masculinos e femininos na prática não funcionam. Todos estão ali para se divertir e o bom senso é sempre a melhor regra a ser seguida”.
Mansão 'Podia Ser Pior'
O mineiro George Figueiredo passa o Carnaval em Olinda há cinco anos, sempre em casa alugada. Ele organiza um ônibus que parte de Belo Horizonte direto para a “Mansão Podia Ser Pior”, como é chamada a casa que o grupo aluga no Largo do São Bento. O espaço hospeda 100 pessoas “e serve de festa para outras tantas, que aproveitam a boa localização e a sombra do quintal para utilizar o espaço como uma espécie de ponto de encontro”, explica.
A organização ocorre alguns meses antes, via e-mail, entre estudantes universitários e recém-formados. A proposta da Podia Ser Pior é bem simples –  a casa é alugada sem os móveis e as pessoas se acomodam em colchonetes pelos cômodos ou acampam no quintal. “Cada um se recolhe quando quer e sempre rolam uns batuques, violão e outras coisas na varanda, mas ninguém se incomoda”.
A identificação dos mineiros com o Carnaval olindense é tamanha que o grupo chegou a organizar um bloco, o Podia Ser Pior, que surgiu em 2007 e reúne tanto os mineiros da casa quanto outros espalhados por Olinda. “Neste ano o Podia Ser Pior também desfilará em Belo Horizonte. Estamos felizes de fazer surgir o Carnaval num lugar onde antes não havia esta tradição”.
A explicação para o nome otimista do bloco  é simples. “No nosso primeiro ano de Olinda alugamos uma casa distante do foco e sem muita estrutura. Podia ser pior, mas estávamos em Olinda em pleno Carnaval, mesmo com todos os problemas, valeu a pena”.

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